Estou esperando alguém dizer que o José Philippe Ribeiro de Castro, que tem um histórico de violência desde os 16 anos, com ênfase na violência contra a mulher, foi negligenciado pela mãe…http://oglobo.globo.com/…/o-historico-de-violencia-do-homem…

Marcia Tiburi propôs a criação de um partido feminista, ou seja, sair do armário e entrar na política parlamentar. Acredito que, se a partida for dada em direção a um referente vazio de conteúdo, capaz de representar não um grupo previamente restrito a certas características identitárias, mas a todas as singularidades, funcionará para além das restrições da atual estrutura partidária e ainda trará um novo instrumento para questioná-las. Está dada a partidA, aqui. ?#?partiu?

A palavra gratidão tinha pra mim uma conotação muito religiosa, achava seu uso estranho. Pouco tempo atrás, ainda como professora substituta na UFF, percebi que alguns dos meus alunos usavam com muita naturalidade. Thiago José Amaral, por exemplo. Quando cheguei na UFRJ, encontrei a mesma palavra usada pela orientanda Rose Gonçalves. Passei do estranhamento à adesão. De fato, expressar gratidão vai além de dizer “obrigada” por que, me parece, dizer gratidão pode ser um gesto de querer ir além de uma relação calculada entre quem dá e quem recebe. Gratidão faz par com dádiva, dom, doação, com aquilo que excede a possibilidade de quem dá. Dádiva é uma palavra que foge à mera regra econômica, e que portanto excede a contabilidade da troca. A dávida e a gratidão só são possíveis a partir do reconhecimento daquilo que falta, falta em mim e falta no outro, e que nem a dádiva nem a gratidão vão suprir, apenas que nos reconhecemos, o outro e eu, enquanto seres de falta.

Tudo bem, todo mundo sabe que o Dia dos Namorados é uma jogada comercial chata. Mas esse comercial do Boticário está tomando muita porrada dos homofóbicos, que já “descutiram” o vídeo no youtube como estratégia de desqualificação. Então #boralá curtir O Boticário. Não precisa comprar, só curtir e compartilhar.

Quando os filósofos T. Adorno e M. Horkheimer identificaram o que chamaram de “razão instrumental”, ainda estávamos muito distantes dos protocolos e procedimentos que regem hoje as nossas vidas. A cena que vi hoje me fez pensar nisso. Médico e paciente, em um hospital, discutem sobre qual seria a refeição ideal, já que o paciente estava em dieta zero e teria que passar para dieta líquida. Combinaram, de comum acordo, que o paciente gostaria de uma canja. Horas depois, a profissional da área de nutrição oferece um cardápio de dieta líquida que não inclui a canja. Justificativa: o protocolo de dieta líquida não prevê canja. Em nome de uma racionalidade científica – a da nutrição – que se relativa em relação ao saber médico e ignora a vontade do paciente – que o protocolo foi cumprido. Nada de canja, nada do gosto do paciente, nada da indicação do médico. Mas e se aplicássemos a “razão comunicativa” ao exemplo? Ao invés de a conversa se dar apenas entre paciente e médico, a nutricionista seria convidada a participar. Cada um abriria mão de sua posição? O médico e a nutricionista têm motivos digamos, científicos, para defender suas posições. Sobraria para a ponta literalmente mais fraca, o paciente, concordar com os dois. Na boa? Não dá para levar Habermas a sério.

por Carla Rodrigues


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