As pessoas não mudam, mas talvez por isso mesmo algumas coisas nos sirvam tão bem como ilusão de mudança. Muda o calendário, mudam as estações do ano, mas no essencial, naquilo que somos – para o bem ou para o mal – não há mudança possível.
Se você chegou ao fim do ano tendo dado conta da sua indigência e vai poder começar 2013 sem achar que ninguém te deve nada e sem achar que deve nada para ninguém, comemore. É simples, é básico, e ao mesmo tempo é tudo. Boas festas.
Nesta entrevista, o antropólogo francês Philippe Descola explica o surgimento da disciplina na Europa do século XIX, com o objetivo de questionar sobre como viviam as sociedades que não estabeleciam a distinção entre natureza e cultura, no momento em que o pensamento europeu se estabelecia a partir dessa oposição, hoje tão questionada.
Pobre do país que precisa que porteiros financiem um carro zero a juros baixos e IPI reduzido para sustentar a saúde da sua economia, fundamentada num modelo industrial ultrapassado. Enquanto isso, a desigualdade continua: os privilegiados querem mesmo é andar a pé, de bicicleta e trabalhar perto de casa.
São aqueles que acreditam piamente que o consumo “diferenciado” trará uma experiência transcendente. Pior, além de acreditar, precisam te contar o que comeram ou beberam e harmonizaram. O chato não se deu conta da banalidade do objeto.