Desdobramento da dissertação de mestrado em Filosofia defendida pela jornalista Carla Rodrigues na PUC-Rio, em março de 2008, Coreografias do feminino traz um conjunto de textos ligados ao tema do feminino e do feminismo. As coreografias do feminino são uma referência à dança que a feminista Emma Goldman evocava já no século XIX: “De nada me serve sua revolução se eu não puder dançar”, dizia. Coreografias do feminino apresenta reflexões que aparecem no entrelaçamento entre as proposições do filósofo franco-argelino Jacques Derrida e as teóricas feministas que, impulsionadas pelo seu pensamento, exploram formas e modos de levar adiante o pensamento da desconstrução: desconstrução da primazia do masculino, desconstrução das hierarquias que subordinam o feminino, desconstrução das lógicas opositivas que contrapõem masculino e feminino. Trata-se não de por um fim nas diferenças, mas para reconhecer que as diferenças são mais complexas do que as suas supostas estruturas binárias.
A dissertação de mestrado teve orientação do professor Paulo Cesar Duque-Estrada, coordenador do Núcleo de Estudos sobre Ética e Desconstrução (www.need.pro.br), do qual a autora é uma das pesquisadoras.
A Editora Mulheres foi criada em 1996 por três professoras da UFSC para resgatar obras de autoras dos séculos XVII ao início do XX. Ao lado das edições ou reedições de livros de brasileiras, a editora vem publicando traduções de importantes títulos dos estudos de gênero, além de ensaios, estudos críticos e uma série de títulos ligados às questões de gênero.
O livro está dividido em três partes: a primeira mostra como Derrida pensa o feminino. A segunda, como Derrida dialoga com a teoria feminista e com autoras como Judith Butler, Joan Scott, Gaiatry Spivak e Drucilla Cornell. Na terceira e última parte estão dois artigos que discutem o problema dos direitos iguais e suas implicações.
PARTE I – O FEMININO NO PENSAMENTO DA DESCONSTRUÇÃO
1. As ilusões topográficas e o lugar da mulher
2. Inversão e deslocamento do feminino
3. Nem isso nem aquilo – o feminino, os indecidíveis
PARTE II – O FEMINISMO NO PENSAMENTO DA DESCONSTRUÇÃO
1. “O sujeito é uma fábula”
2. Ainda o problema da oposição natureza/cultura
3. Mulher, política e identidade
PARTE III – ASPECTOS DA REIVINDICAÇÃO DE DIREITOS
1. Força, direito, lei e justiça
2. Da igualdade à equivalência: o caso Sears 30 anos
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