Com texto do espanhol José Sanchis Sinisterra, sob direção da atriz e estreante Malu Galli, duas personagens – a terapeuta e sua paciente, a autista – encarnam em cena a metáfora da doença contemporânea do isolamento, da relação sujeito-objeto e da nossa carência afetiva.
No espetáculo em que encarna a filósofa feminista francesa Simone de Beauvoir, é inevitável ouvir na voz da atriz Fernanda Montenegro uma bela homenagem ao marido, o ator Fernando Torres. “Viver sem tempos mortos” mostra como está vivo o slogan da geração 68.
Se você é desses ou dessas que abre a boca para compartilhar com seu companheiro ou companheira qualquer bobagem do cotidiano, conte até 10 da próxima vez que pretender usar essa terceira pessoa do plural – você pode ser casado/a, mas vive no singular.
“Zé com a mao na porta” discute masculinidade. E, melhor, encontra a linguagem certa para isso: a música. Afinal, se uma das dificuldades do “Zé” é justamente se expressar, pela música o texto flui em vozes afinadas e representações profissionais que impressionam pela profundidade.
A peça Os Difamantes, em cartaz no Teatro do Leblon, é um espetáculo sustentado pelas ótimas piadas e pela maravilhosa atuação de Maria Clara Gueiros, sensacional em cena na pele da jovem esposa cheia de dúvidas. Programa imperdível.
Serão três cursos ao longo do segundo semestre, todos no Rio de Janeiro. Dois acontecem na PUC – sendo um na Gávea e outro na Barra – e um na Casa do Saber. Conheça a programação para 2008.2 e agende-se.
Hoje abandonei as novelas, em parte porque cansei da fórmula, em parte porque simplesmente perdi o hábito, mas lamento não acompanhar a maneira como a teledramaturgia está cada vez mais próxima das transformações da sociedade brasileira.