“O convidado surpresa”, título de estréia de Grégoire Bouillier no Brasil, se inscreve numa linhagem de autores que escrevem expondo ao leitor um fluxo de consciência que faz da leitura uma experiência de reflexão. O livro revela a interioridade de um protagonista atormentado pela descoberta da sua fragilidade.
“Histórias reais”, primeiro livro da autora no Brasil, embaralha fronteiras entre arte e vida ao expor angústias da francesa, atração da Flip. A resenha, publicada também no blog do Prosa e Verso, aponta como Sophie interroga o estranho caráter das relações afetivas.
A comparação do ex-casal francês Sophie Calle e Grégoire Bouillier com os lendários Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir é inevitável. Os quatro colocaram em debate, cada um a seu tempo e a seu modo, o que é a relação entre um homem e uma mulher.
Em um romance você pode fazer qualquer coisa inclusive uma reconciliação, diz Edna O’Brien antes de ler um trecho de “A luz da noite” em que mãe e filha sentam para conversar em torno do fogão. Ela admite que, para escrever, é preciso retirar-se do mundo e ser egoísta. “É uma monstruosidade.”
Rupturas é o tema. Paulo Roberto Pires explica o que reúne Rodrigo Lacerda e Domingos Oliveira na mesma mesa. Um é escritor outro é cineasta, autor e diretor de teatro, mas os dois têm em comum o olhar refinado sobre as pequenas tragédias do cotidiano.
Decidi que esse ano escolheria uma mesa por dia sobre a qual pretendo escrever. A seleção é um recorte diário da temática que acompanho: as transformações no comportamento e nos relacionamentos entre homens e mulheres. Tudo mais será tuitado pelo celular.
Depois de me aborrecer muito na segunda-feira, de passar o resto da semana tentando comprar em outros pontos de venda, decidi anunciar: compro ingressos para a Tenda dos Autores. Durante toda a semana, sofri em filas e em péssimos serviços de atendimento.