O episódio final da quinta temporada de House foi uma concessão ao politicamente correto: afinal, um médico não pode estar há tantos anos tomando hidrocona e não haver conseqüências. Mas ainda assim eu gostei do desfecho, que sustenta um dos personagens mais complexos e sofisticados da TV.
“Em terapia”, cuja segunda temporada estreou essa semana na HBO, é uma das melhores atrações da TV paga. Inteligente, ágil, e com um Gabriel Byrne excelente no papel do terapeuta Paul Weston, são 30 minutos diários de pura terapia.
A prática da barriga aluguel é um problema jurídico importante no Brasil. Não há uma legislação, embora alguns projetos estejam tramitando no Congresso. Cobra-se até R$ 250 mil pelos nove meses de aluguel de uma barriga, tema que esteve em pauta em A grande família da semana.
“Tudo novo de novo”, cujo segundo episódio vai ao ar naquele estranho horário das 23h de sexta-feira, é um bom retrato da vida dos casais de classe média as voltas com a demolição do modelo do casamento clássico, em busca da reinvenção de novas formas de viver seus afetos.
Documentário “A palavra encantada” mostra na tela a beleza da língua portuguesa e a qualidade musical de um país no qual, como disse o Chico Buarque, houve um tempo em que as pessoas subiam o morro para comprar samba. O premiado filme de Helena Solberg é encantador.
A história das reivindicações por liberdades individuais começou nos anos 1960 com o movimento de mulheres, que abriu caminho para que o movimento gay questionasse ainda mais profundamente os padrões familiares e consequentemente heterossexuais em vigor. Por tudo isso, Milk é indispensável como documento histórico.
“Quem quer ser um milionário” é um sucesso, entre outras qualidades, porque oferece dois finais felizes de uma vez só: o da história de amor, que sustenta a bilheteria, e o da superação de Jamil da condição de slumdog, que tem tudo para agradar ao espectador brasileiro.