Ser rápido quando fizer sentido ser rápido, e ir devagar quando for necessário. Mas difícil não é justamente saber a diferença? Como abandonar o vício da velocidade se, ao contrário do tabaco, cada vez mais proibido, ele é estimulado em todos os lugares? “Overscheduled”? Cancele.
Estão inscritas na nossa relação com o corpo as mais profundas mudanças na vida contemporânea. “Há a ameaça de que nossos corpos estariam ficando obsoletos. Agora, não temos mas somos corpos”, diz nessa entrevista a pesquisadora Paula Sibilia.
A filósofa feminista francesa Elisabeth Badinter propõe mais um importante debate sobre a maternidade, ou o que ela chama da “tirania da maternidade”. Dessa vez, seu alvo são as exigências ambientalistas que estariam empurrando as mulheres de volta para casa.
A maior desigualdade brasileira, estável há 25 anos, é o racismo, explica o economista Ricardo Henriques, hoje secretário estadual de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do Rio. Para enfrentá-la, ainda é preciso combater o mito da democracia racial brasileira.
“A idéia de que a felicidade passou a ser responsabilidade de cada um trouxe também uma obrigação. Esse é o paradoxo da crença na felicidade. De um lado, há uma liberdade, mas ela cria um novo tipo de ansiedade. Chamo isso de a infelicidade de não ser feliz. Sofremos muito com isso hoje em dia”, diz o historiador Darrin McMahon.