A primeira década do século XXI foi marcada por uma explosão do uso da internet para encontros amorosos. O filósofo francês Alain Badiou critica a busca do amor por instrumentos tecnológicos que supostamente nos livrariam dos riscos da paixão e estariam trazendo de volta o velho método dos casamentos arranjados.
Na sociedade contemporânea, a única compulsão estimulada é ao consumo. Controle-se e seja feliz, dizem todos os discursos contra a compulsividade. Equilíbrio como sinônimo de felicidade ao alcance de todos é um contra-senso num cotidiano pautado por desequilíbrios.
Um relato da conversa de duas grandes amigas sobre como enfrentar essa passagem da vida em que tudo que até ontem fazia o maior sentido, de repente torna-se tão estranho a nós. Para ler e reler todas as vezes que as dúvidas da tal da crise da meia idade baterem – ou seja, sempre.
Experiências de consumo consciente mostram que o respeito ao meio ambiente passa também pela maneira como o cidadão gasta seu dinheiro. Mercado justo é uma oportunidade de mudança e soluções criativas colocam produtores e compradores em contato.
Nas ruas de Paraty, “equilíbrio entre contrários” tanto podia ser uma menção à conferência de abertura do ex-presidente FHC, como uma referência ao calçamento irregular que nos faz andar deselegantes por quatro dias de uma festa que, ao resgatar Freyre, fez sobretudo um elogio à importância de suportar as contradições no pensamento.