Em um romance você pode fazer qualquer coisa inclusive uma reconciliação, diz Edna O’Brien antes de ler um trecho de “A luz da noite” em que mãe e filha sentam para conversar em torno do fogão.
Rupturas é o tema. Paulo Roberto Pires explica o que reúne Rodrigo Lacerda e Domingos Oliveira na mesma mesa. Um é escritor outro é cineasta, autor e diretor de teatro.
Decidi que esse ano escolheria uma mesa por dia sobre a qual pretendo escrever. A seleção é um recorte diário da temática que acompanho: as transformações no comportamento e nos relacionamentos entre homens e mulheres. Tudo mais será tuitado pelo celular.
Na capa do caderno Ela, a repórter Mariana Timótheo consegue juntar de forma muito inteligente dois acontecimentos atuais: os protestos das mulheres no Irã e os 60 anos de publicação de “O segundo sexo”, de Simone Beauvoir.
A partir de uma apresentação e análise do Twitter, escrevi um artigo pretende discutir os microblogs e três de suas características: hiperconectividade, vigilância voluntária e conexão permanente, que se articula com a condição pós-moderna.
Leituras apressadas afirmam que, com o fim do diploma, acabará também o interesse nos cursos universitários dedicados ao ensino do jornalismo. Do meu ponto de vista, é uma grande chance para melhorar a qualidade do que se ensina na escola.
Que a web modificou nossa relação com a informação, não há nenhuma dúvida. Mas demonizar os jornais por conta disso - como se tem feito no debate sobre o episódio sobre o blog da Petrobras - ou supervalorizar a rede em detrimento da grande imprensa me parecem dois erros equivalentes.